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Mostrando postagens de janeiro, 2025

Jeová, Deus Agrário

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Escrito por J Herculano Pires Quando estudamos religião comparada, ou história das religiões, o exame do “horizonte agrícola” nos revela a natureza agrária do deus bíblico Iavé ou Jeová. As diferenças fundamentais existentes entre o Deus bíblico dos hebreus e o Deus evangélico dos cristãos decorre da diferença de horizontes. Jeová é um deus mitológico, em fase de transição para o horizonte espiritual. Nasceu, como todos os deuses agrários, por um processo sincrético. Nele se fundem a experiência concreta da sobrevivência humana, obtida através dos fatos mediúnicos, e a exigência de racionalização do mundo, manifestada nas elaborações mitológicas. Ao mesmo tempo, concepções várias, e até mesmo contraditórias, originadas ao longo da vida tribal e da vida agrícola, também se misturam nessa figura bíblica. Daí as suas contradições, que dão margem a tantas críticas, oriundas da incompreensão do fenômeno e da ignorância do processo  histórico. Encontramos em Jeová, num verdadeiro conflit...

Progressão dos Mundos

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• Santo Agostinho • Paris, 1862 19. O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece, para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada. Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente o progresso do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação...

Gengis Khan

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Este terrível conquistador ateou fogo na Ásia Central e na Ásia Menor. Onde as patas dos seus cavalos deixassem rastros, a máxima era essa: que ali nada mais nascesse. Quando conquistava uma aldeia ou cidade, rapinava tudo, fazia prisioneiros e estuprava as meninas-moças. Quando derrotado em algumas poucas batalhas, incendiava tudo por onde passasse: essa era a ordem do grande guerreiro. Gengis Khan, um dos chefes da cidade A Cruzada , no astral inferior, na Idade Média foi um cidadão livre na Terra. Essa liberdade custou bastante caro aos seus semelhantes, que não o eram somente na forma física, porém se agregavam a ele pelos sentimentos - a lei dos afins nos une com os nossos velhos companheiros de jornadas infinitas. Como já dissemos alhures. Deus educa as almas por intermédio das próprias almas. Os dois bilhões de Espíritos da cidade negra baixaram à Terra em uma grande oportunidade de recomeço na pauta da disciplina, e, o mundo espiritual não iria, certamente, sacrificar santos, p...

Um Médium Curador

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Revista Espírita de 1860 - Março de 1860 Senhorita Désirée Godu, de Hennebon (Morbihan) Pedimos aos nossos leitores que se reportem ao artigo do mês passado sobre os médiuns especiais ; melhor compreenderão os ensinamentos que vamos dar sobre a Srta. Désirée Godu, cuja faculdade oferece um caráter da mais notável especialidade. Há cerca de oito anos, ela passou sucessivamente por todas as fases da mediunidade; a princípio, médium de efeitos físicos muito poderosa, tornou-se, sucessivamente, médium vidente, audiente, falante, escrevente e, finalmente, todas as suas faculdades se concentraram na cura de doentes, que parece ser a sua missão, missão que desempenha com um devotamento e uma abnegação sem limites. Deixemos falar a testemunha ocular, o Sr. Pierre, professor em Lorient, que nos transmite esses detalhes em resposta às perguntas que lhe dirigimos: “A Srta. Désirée Godu, jovem de vinte e cinco anos, pertence a uma família muito distinta, respeitável e respeitada de Lorient; seu pa...

A linha de conduta espírita

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As 17 linhas de conduta espírita I - Ser calmo e moderado II - Ajudar o próximo com todas as forças III - Usar, mas não abusar, dos bens materiais IV - Não julgar o semelhante, pois só Deus conhece os móveis secretos que o faz assim agir. V - Não impor a ninguém o seu modo de compreender a vida e respeitar o de outrem. Ele faz a sua própria experiência. VI - Esclarecer o próximo e ser indulgente. VII - Lembrar-se de que a vida de um homem não lhe pertence. Ser discreto. VIII - Recordar-se de que um mau pensamento é uma força que fere ou cura. IX - Não se esquecer de que um mau pensamento se vira contra que o projeta. X - Não pensar no mal, porque quem é realmente bom não deve temer e, se não for, procurar melhorar. XI - Confiar, durante a desgraça, na providência Divina, que quer o seu adiantamento espiritual. XII - Repusar tranqüilo quando o seu trabalho foi meritório. XIII - Lembrar-se de que o sofrimento é para fazê-lo compreender melhor a infelicidade dos outros. XIV ...

Médiuns Especiais

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Revista Espírita 1860 - Fevereiro de 1860 A experiência prova diariamente quanto são numerosas as variedades da faculdade mediúnica, mas também nos prova que os diversos matizes dessa faculdade são devidos a aptidões especiais ainda não definidas, abstração feita das qualidades e dos conhecimentos do Espírito que se manifesta. A natureza das comunicações é sempre relativa à natureza do Espírito e traz o cunho de sua elevação ou de sua inferioridade, de seu saber ou de sua ignorância. Mas, considerando-se o mesmo mérito, do ponto de vista hierárquico, nele há, incontestavelmente, uma propensão para ocupar-se de uma coisa, em vez de outra. Os Espíritos batedores, por exemplo, quase não saem das manifestações físicas. Entre os que dão manifestações inteligentes, há Espíritos poetas, músicos, desenhistas, moralistas, sábios, médicos, etc. Falamos de Espíritos de uma ordem média, porquanto, chegados a um certo grau, as aptidões se confundem na unidade da perfeição. Mas, ao lado da aptidão d...

Vinte exercícios de Scheilla

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Pelo espírito Scheilla 1 - Executar alegremente as próprias obrigações. 2 - Silenciar diante da ofensa. 3 - Esquecer o favor prestado. 4 - Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco. 5 - Emudecer a nossa agressividade. 6 - Não condenar as opiniões que divergem da nossa. 7 - Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária. 8 - Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume. 9 - Treinar a paciência constante. 10 - Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores. 11 - Buscar sem afetação o meio de ser mais útil. 12 - Desculpar sem desculpar-se. 13 - Não dizer mal de ninguém. 14 - Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência. 15 - Alegrar-se com a alegria dos outros. 16 - Não aborrecer quem trabalha. 17 - Ajudar espontaneamente. 18 - Respeitar o serviço alheio. 19 - Reduzir os problemas particulares. 20 - Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira. O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, ...

A Tarefa dos Guias Espirituais

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Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra. O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos. Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente. Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas da atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta. O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários dos seus superiores, que ele deverá pôr em prática na administração. Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem, aos seus companheiros, das...

Nas Zonas Inferiores - Nosso Lar

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Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo.  A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito. Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos. Desde quando me tornara joguete de forças irresistíveis? Im- possível esclarecer. Sentia-me, na verdade, amargurado duende nas grades escuras do horror. Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo terrível senhoreando-me, muita vez gritei como louco, implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me subjugava o espírito; mas, quando o silêncio implacável não me absorvia a voz estentórica, lamentos mais comovedores que os meus respondiam-me aos clamores. Outras vezes gargalhadas sinistras rasgavam a quietude ambiente. Algum companheiro desconhecido estaria, a meu ver, prisioneiro da loucura. Formas diabólicas, rostos alvares, expressões animalescas surgiam, de quando em quando, agravando-me o assombro. A paisagem, quando não totalmente escura, ...

Os Preto-Velhos

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Revista Cristã de Espiritismo Entrevista : A respeito dos pretos–velhos, a senhora poderia tecer alguns comentários a respeito da linha e da forma plasmada/roupagem fluídica utilizada pelos espíritos que nela militam? Vó Benedita :  – A linha de pretos-velhos, meus filhos, é uma linha como qualquer outra dentro da Umbanda. Um grande equívoco é pensar que todo preto–velho foi negro, ou morreu velho em sua última encarnação, o que muitos sabem, não é bem verdade. Existem muitos irmãos que utilizam a aparência de preto–velho, mas nunca foram escravos no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Na verdade essa linha nasce como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia. As primeiras linhas fundamentadas foram a de caboclo e pretos–velhos. Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características si...

O Dever

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7. O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem. Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as seduções do interesse e do coração; suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não têm repressão. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio; o aguilhão da consciência, essa guardiã da probidade interior, o adverte e sustenta, mas é quase sempre impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever começa, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; termina no limite que não desejais ninguém ...

A Obsessão

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1 – Existe relação entre obsessão e correntes mentais? Quem se refere à obsessão há de reportar-se, necessariamente, a correntes mentais. O pensamento é a base de tudo. 2 – Todos temos desafetos do passado? Inegável que todos carreamos ainda, do pretérito ao presente, enorme carga de desafetos. 3 – Qual a nossa posição, depois de desencarnados, quando não somos integralmente bons, nem integralmente maus? Quando desencarnados, em condições de relativamente felizes, guardadas as justas exceções, somos equiparados a devedores em refazimento, habilitando-nos, pelo trabalho e pelo estudo, ao prosseguimento do resgate dos compromissos de retaguarda. 4 – Onde somos defrontados com mais freqüência pelos desafetos do passado, na Terra ou no Plano Espiritual? É compreensível que seja na esfera física que mais direta e freqüentemente nos abordem aqueles mesmos espíritos a quem ferimos ou com quem nos acumpliciamos na delinqüência. 5 – Como poderemos classificar aqueles que em outras existências n...

O Espírito protetor abandona às vezes o protegido, quando este se mostra rebelde às suas advertências?

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Afasta-se, quando vê que os seus conselhos são inúteis e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É o homem quem lhe fecha os ouvidos. Ele volta, logo que chamado. Há uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto e por sua doçura: a dos anjos da guarda. Pensar que tendes sempre ao vosso lado seres que vos são superiores, que estão sempre ali para vos aconselhar, vos sustentar, vos ajudar a escalar a montanha escarpada do bem, que são amigos mais firmes e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possam contrair na Terra, não é essa uma ideia bastante consoladora? Esses seres ali estão por ordem de Deus, que os colocou ao vosso lado; ali estão por seu amor, e cumprem junto a vós todos uma bela mas penosa missão. Sim, onde quer que estiverdes, vosso anjo estará convosco: nos cárceres, nos hospitais, nos antros do vício, na solidão, nada vos separa...

O Copo, a Prancheta e a Mesa VII

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Escrito por Leal Souza Os fenômenos de efeitos físicos são vulgares, sendo facilmente verificáveis em qualquer ambiente, porém nos centros espíritas cariocas são estudados apenas esporadicamente, por um ou outro pesquisador ocasional. Quase todas as famílias, ainda as que não são espíritas, conhecem e não raro efetuam as experiências do copo, da prancheta, ou da mesa. As duas primeiras se assemelham. Escreve-se o alfabeto em círculo, destacando-se cada letra, e aço centro da roda se coloca o copo, dos de vidro ou cristal, sempre pequeno, ou a prancheta, e sobre aquele, em contato leve, um dedo, ou sobre esta, a mão. O espírito, por incorporação incompleta, ou pela posse e domínio parciais dos órgãos necessários, impulsiona o braço do médium, conduzindo o copo ou a prancheta às letras precisas para a formação das palavras tradutoras do seu pensamento. Mas o mais aconselhável, por dar menos motivos às dúvidas, é o espírito operar somente com os fluidos do médium, que pode ficar de olhos ...