Postagens

A linha de conduta espírita

Imagem
As 17 linhas de conduta espírita I - Ser calmo e moderado II - Ajudar o próximo com todas as forças III - Usar, mas não abusar, dos bens materiais IV - Não julgar o semelhante, pois só Deus conhece os móveis secretos que o faz assim agir. V - Não impor a ninguém o seu modo de compreender a vida e respeitar o de outrem. Ele faz a sua própria experiência. VI - Esclarecer o próximo e ser indulgente. VII - Lembrar-se de que a vida de um homem não lhe pertence. Ser discreto. VIII - Recordar-se de que um mau pensamento é uma força que fere ou cura. IX - Não se esquecer de que um mau pensamento se vira contra que o projeta. X - Não pensar no mal, porque quem é realmente bom não deve temer e, se não for, procurar melhorar. XI - Confiar, durante a desgraça, na providência Divina, que quer o seu adiantamento espiritual. XII - Repusar tranqüilo quando o seu trabalho foi meritório. XIII - Lembrar-se de que o sofrimento é para fazê-lo compreender melhor a infelicidade dos outros. XIV ...

Dinheiro

Imagem
O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada. Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la. Não é calor, contudo, adquire agasalho. Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança. Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva. Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso. Não é cultura, mas apóia o livro. Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos. Não é base da cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio. Em suma, o dinheiro associado à consciência tranquila, alavanca do trabalho e fonte da benevolência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta. (Autor espiritual Bezerra de Menezes / Livro: MEDITAÇÕES DIÁRIAS / FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)

Respeito ao próximo

Imagem
Deus não nos fez desligados da Humanidade. Somos elos da grande corrente universal e as energias divinas que vão alcançar os outros devem passar por nós, beneficiando-nos e ao nosso próximo. Carecemos dos outros, qual eles de nós na imensa vinha do nosso Pai Celestial. Portanto, o nosso segundo dever é amar o próximo, como nos aconselha o Mestre por intermédio do Seu Evangelho de Luz. E amar é acatar os direitos daqueles que andam conosco no mesmo caminho. Nada fazemos sem a participação dos nossos irmãos. Cada um nos ajuda em algo de que carecemos. Somos devedores da humanidade, como também emprestamos a ela o nosso concurso, e a fraternidade é o caminho mais desejado na área do Bem, ao tratarmos com os nossos companheiros. As exigências devem ser feitas a nós para com nós mesmos; o apreço, esse deve ser dirigido aos nossos semelhantes. A imposição é o modo de nos educarmos; a consideração, o ambiente que deve ser feito aos companheiros de labor. O mando deve ser a disposição na disci...

A Mente Destemida e o Corpo Sadio - Versão de um fábula tradicional

Imagem
Enquanto meditava, tarde da noite, um santo viu o fantasma da temível doença da varíola entrando na aldeia em que vivia, e exclamou: – Pare, sr. fantasma! Vá embora. Não deve molestar a cidade em que cultuo a Deus. O espectro respondeu: – Só levarei três pessoas, de acordo com meu dever cósmico determinado pelo karma. – Ao ouvir isso, o santo consentiu, com tristeza. No dia seguinte, três pessoas morreram de varíola. Contudo, um dia depois, mais pessoas morreram, e a cada dia outras mais eram vencidas pela temerosa doença. Considerando-se vítima de um grande engodo, o santo meditou profundamente e invocou o fantasma. Quando este chegou, o santo o repreendeu: – Sr. fantasma, o senhor me enganou e mentiu quando disse que só levaria três pessoas com a sua varíola. Mas o espectro respondeu: – Em nome do Grande Espírito, eu lhe falei a verdade. O santo insistiu: – O senhor prometeu levar apenas três, mas um grande número de pessoas sucumbiu à doença. – Só levei três – disse o fantasm...

Nossa Senhora do Egito

Imagem
02 de abril, festa de Nossa Senhora do Egito. Este título de Maria, Nossa Senhora do Egito, é uma variação do nome Desterro. Quando José e Maria levaram o menino Jesus ao Templo, o velho Simeão disse dele: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições. E uma espada transpassará a tua alma, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2,34-35). Estas palavras penetraram bem fundo no coração de Maria, e ela as levou por toda a vida, tendo presentes os sofrimentos de seu filho divino, até o último suspiro na cruz. Não demorou muito para começar o sofrimento. Após a adoração dos reis magos e as palavras do velho Simeão, São Mateus diz em seu evangelho: “Depois de sua partida [dos reis magos] um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: ‘Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o me...

Em silêncio

Imagem
Emmanuel  Se sabes, atende ao que ignora sem ofuscá-lo com a tua luz. Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse. Se amas, não firas o objeto amado com exigências. Se pretendes curar, não humilhes o doente. Se queres melhorar os outros, não maldigueis ninguém. Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contato não dilacere os que sofrem. Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou. É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens. Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade. É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas. Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito… Vai e serve. Não te deem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te cons...

Festa do Senhor do Bonfim

Imagem
A devoção ao Senhor do Bonfim foi introduzida no Brasil no século XVIII por um capitão português que tinha realizado uma promessa caso sobrevivesse a uma tempestade no mar. O Senhor do Bonfim, uma representação de Jesus Cristo, é alvo de grande devoção, sobretudo em Salvador, capital do estado da Bahia. O culto ao Senhor do Bonfim é bem parecido com o que acontece com a Virgem Maria, figura cultuada no catolicismo sob diferentes nomes. No caso do Senhor do Bonfim, a devoção é realizada sob a imagem de Jesus Cristo crucificado. Como o culto ao Senhor do Bonfim chegou ao Brasil? O culto ao Senhor do Bonfim foi trazido para o Brasil em meados do século XVIII. Essa devoção foi introduzida no país por Theodósio Rodrigues de Faria, capitão de mar e guerra da Marinha portuguesa que chegou a ocupar cargos na administração colonial. Theodósio era dono de três navios negreiros, que traziam escravos da África Ocidental para o Brasil. Durante uma tempestade marítima, Theodósio prometeu que, caso s...

Juízo final

Imagem
62. Ora, quando o Filho do Homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, assentar-se-á no trono de sua glória; — e, reunidas à sua frente todas as nações, Ele separará uns dos outros, como um pastor separa dos bodes as ovelhas, e colocará à sua direita as ovelhas e à sua esquerda os bodes. — Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: “Vinde a mim, benditos de meu Pai [...].” (Mateus, 25:31 a 46; O evangelho segundo o espiritismo , cap. XV.) 63. Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os Espíritos endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe perturbações. Deus permitiu que eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber. Serão exila...

Ouvindo o Sermão do Monte

Imagem
Emmanuel  Bem-aventurados os aflitos, desde que não convertam a própria dor em azorrague de recriminações sobre a face alheia. Bem-aventurados os que choram,  desde que não transformem as próprias lágrimas em venenosa indução à preguiça. Bem-aventurados os sedentos de justiça, desde que se abstenham de demandas domésticas ou de querelas nos tribunais, que apenas lhes agravariam os próprios débitos, ante a Lei. Bem-aventurados os humildes de espírito, desde que não conduzam a própria modéstia ao caminho do orgulho em que se entregarão, desvairados, à crítica desairosa e à condenação sistemática dos companheiros que lhes partilham a senda. Bem-aventurados os misericordiosos, desde que não façam da compaixão simples peça verbal, para discurso brilhante. Aflição com revolta chama-se desespero. Pranto com rebeldia é poço de fel. Sede de justiça, com reivindicações apressadas, é destrutiva exigência. Singeleza com reproches à conduta alheia é sistema de crueldade. Misericórdia sem e...

Vencer (fragmento)

Imagem
Emmanuel Aspiras a vencer e vencerás; mas lembra-te de que vencer sem abrir os caminhos da vitória para os outros é avançar para o tédio da inutilidade sob o frio da solidão. XAVIER. Francisco Cândido. Amigo. Pelo Espírito Emmanuel. CEU. 1979.

Os Reis Magos - Capítulo V

Imagem
Algum tempo antes do nascimento, tanto na Palestina como nos países vizinhos e no Oriente, correu o aviso, dado pelos sábios assírios e caldeus entendidos em astrologia, que estava se formando, em dado ponto do Zodíaco, uma estranha e imprevista conjunção de corpos celestes: aproximavam-se Júpiter, Saturno e Marte. Isso, diziam eles, era sinal de acontecimentos graves, podendo sobrevir cataclismos e sofrimentos imprevisíveis. Por isso, em toda parte, o povo, ansioso e atemorizado, perscrutava os céus, noites seguidas, na expectativa das desgraças anunciadas. Mas os sacerdotes do Templo de Jerusalém sabiam que era chegada a época do nascimento do Messias de Israel e se rejubilavam esperançosos, enquanto que Herodes — chamado o Grande — no seu palácio de mármore e pedra escura, de Jericó, ou em Jerusalém, remordia-se de inquietações, na suposição de que tal acontecimento lhe roubasse o trono e o poder, dados por César, porque as esperanças e desejos do povo, bem sabia, eram para um Messi...

Kardec (fragmento)

Imagem
Emmanuel  Que é preciso cristianizar a humanidade é afirmação que não padece dúvida; entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para que, em nome de Jesus, não venhamos a fazer sobre a Terra mais um sistema de fanatismo e de negação. Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Publicado na revista Reformador, março de 1961, FEB.