Do efeito de acender velas para as almas
Escrito por W.W. da Matta e Silva (YAPACANI) É de praxe, nos terreiros, mandar os filhos-de-fé acender velas para as almas, a título de “obrigação”, ou dentro de casa ou no quintal ou também nos cruzeiros do cemitério... Há anos que vimos assistindo a muitos umbandistas de boa-fé, ou muitos crentes, desses que sempre fazem sua “girazinha” firme no terreiro, viverem debaixo de uma eterna agonia e isso sem saberem porque, não obstante irem a todas as sessões, se descarregar, tomar passes, pedir conselhos e orientações diversas aos mesmos “guias”... Como admitir isso? Era a queixa que nos faziam de todo lado, pois se estavam sempre falando com pai Fulano, caboclo Sicrano, sem que obtivesse qualquer modificação em sua agonia ou dificuldade. Então, entrávamos com nosso velho sistema de sondagem: que haviam feito sobre trabalhos? — que haviam feito sobre certas firmezas? — que haviam mandado fazer ou afirmar? Aí é que vinha a coisa: tinham feito isso ou aquilo para tal ou qual fim. “Ah!...