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O Falso Espiritismo X

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Escrito por Leal Souza Consideram alguns, falso espiritismo, o que se pratica fora de certas regras ou moldes, e como os processos variam, nos diferentes centros, e cada grupo julga o seu método ótimo e legítimo, esse critério restritivo restringiria o espiritismo verdadeiro a quatro ou cinco núcleos, que cada qual dos crentes diria ser o seu, e os de sua predileção. Em meu conceito, o falso espiritismo tem duas faces: - a deturpação da doutrina e o fingimento sistemático de manifestações de espíritos. Ajustam-se essas duas faces num só rosto, constituindo a fisionomia dos exploradores que enganam e roubam os ingênuos ou ignorantes. Há profissionais dessa exploração. Indivíduos audazes, e quase sempre de uma ignorância rebarbativa, dizendo-se em comunicação com espíritos, tecem histórias em torno do que lhe contam os consulentes e, desorientando-os, inventam cerimônias complicadas a que atribuem efeitos mágicos correspondentes aos objetivos de quem as paga. Às vezes, os fatos em desdob...

A Cura da Obsessão IX

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Escrito por Leal Souza Cura-se a obsessão, nos centros kardecistas, branda e lentamente, mediante a doutrinação do obsessor, e, como este freqüentemente tem numerosos companheiros, o doutrinador tem de multiplicar os seus esforços. O obsessor, quando se atirou a pratica do mal, usou do livre arbítrio concedido por Deus a todas as criaturas, e o kardecista, no seu rigorismo doutrinário, procura demonstrar-lhe o erro, encaminhando-o oara a felicidade. E, nesse elevado empenho, discute, ensina, pede, até convencê-lo. O obsessor sempre resiste e cede demoradamente. Por isso e para restaurar as forças físicas do obsedado, o kardecista, paralelamente à doutrinação, faz um tratamento de passes. Assim, cura o paciente e ao mesmo tempo regenera o agente do malefício. Na Linha Branca de Umbanda, o processo é mais rápido. O kardecista é um mestre; o filho de Umbanda é um delegado judiciário. Entende que pode usar do seu livre arbítrio para impedir a prática do mal. O espírito, o protetor, é, na L...

Fenômenos de Materialização e Efeitos Físicos Espontâneos VIII

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Escrito por Leal Souza Os fenômenos chamados de efeitos físicos e os de materialização, que tantos cuidados e precauções exigem nos recintos especiais, ocorrem, muitas vezes, espontaneamente, em sítios impróprios e ambiente desfavorável, sem corrente que os auxilie.  Já os verifiquei, em circunstâncias várias. Uma noite, para citar um caso de minha observação pessoal, embora feita por acaso, achando-me a escrever num quarto onde dormia um médium, ouvi um rumor e, olhando em torno, vi que se abriam as portas de um guarda-roupa e que de dentro saía, sem que ninguém o movesse ou tocasse, um daqueles formidáveis volumes contendo fac-símiles dos documentos da Independência do Brasil e mandados públicos pela prefeitura do Rio de Janeiro. O livro, que estava encostado ao fundo do móvel, por detrás de duas caixas de chapéus, saiu sem as deslocar e foi recostar-se a uma parede, onde ficou até a manhã seguinte. Como e por que aconteceu isso?  Vai para alguns anos, o ilustre jornalista H...

O Copo, a Prancheta e a Mesa VII

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Escrito por Leal Souza Os fenômenos de efeitos físicos são vulgares, sendo facilmente verificáveis em qualquer ambiente, porém nos centros espíritas cariocas são estudados apenas esporadicamente, por um ou outro pesquisador ocasional. Quase todas as famílias, ainda as que não são espíritas, conhecem e não raro efetuam as experiências do copo, da prancheta, ou da mesa. As duas primeiras se assemelham. Escreve-se o alfabeto em círculo, destacando-se cada letra, e aço centro da roda se coloca o copo, dos de vidro ou cristal, sempre pequeno, ou a prancheta, e sobre aquele, em contato leve, um dedo, ou sobre esta, a mão. O espírito, por incorporação incompleta, ou pela posse e domínio parciais dos órgãos necessários, impulsiona o braço do médium, conduzindo o copo ou a prancheta às letras precisas para a formação das palavras tradutoras do seu pensamento. Mas o mais aconselhável, por dar menos motivos às dúvidas, é o espírito operar somente com os fluidos do médium, que pode ficar de olhos ...

Materialização VI

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Escrito por Leal Souza O estudo cientifico do espiritismo, com objetivo experimental, não deve ser feito em locais onde se realizem trabalhos espíritas de outra natureza. Sei, por experiência própria, que nos centros de caridade os resultados dessas tentativas são mais ou menos precários, pois os espíritos chamados sofredores invadem o recinto e perturbam as observações, sem que a finalidade dos centros permita afastá-los. Todos os pesquisadores que no Brasil chegaram à constatação positiva dos fenômenos de materialização efetuaram suas experiências em instalações especiais.  O ilustre médico Dr. Oliveira Botelho, ministro da Fazenda, no último governo constitucional, viu operar-se diante de seus olhos a ressurreição transitória de uma de suas filhas, por ele conduzida ao cemitério, sendo também consagradas pelo êxito pleno, outras das experiências realizadas sob fiscalização rigorosa pelo sábio, engenheiro Dr. Américo Werneck, e algumas das quais assisti.  O Dr. Werneck manda...

Os Médiuns Curadores V

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Escrito por Leal Souza Há quase totalidade das crianças revela portentosos predicados mediúnicos, porém só uma pequena minoria de adultos é constituída de médiuns. Assim, na quase totalidade dos indivíduos, a mediunidade se embota precocemente. Devemos, porém, considerá-las uma faculdade concedida à generalidade nas criaturas humanas, em grau diferente, dependendo o seu aproveitamento das circunstâncias adversas ou favoráveis de cada existência. Parecem, a primeira vista, que para defender e conservar a mediunidade deveríamos desenvolvê-la na meninice. A experiência e os guias ensinam o contrário, pois o desenvolvimento em tenra idade perturba e compromete o organismo em constituição. As crianças, antes dos 12 anos, não devem ser admitidas nas sessões que não sejam de preces, ou doutrinação, pois nas outras, basta o reflexo dos trabalhos pra lhes abrir a mediunidade, e, portanto, prejudicá-las. Entre os médiuns, os mais conhecidos e procurados são, naturalmente, os curadores, os recei...

A Transfusão do Pensamento IV

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Escrito por Leal Souza O ativo labor dos centros espíritas, sendo vário, é consagrado, uniformemente, aos menos em intenção, ao bem estar e a felicidade do próximo.  Fazem-se, em certas sociedades, e, sobretudo em algumas entroncadas no velho Oriente, concentrações telepáticas coletivas, sempre com objetivos elevados, tendo em vista efeitos determinados.  Denominam-nas, às vezes, mentalizações, outras, volições; não raro, volatilizações, e na maioria dos grêmios, concentrações. Consistem elas em transmitir a dada pessoa, com o fim de influir beneficamente em sua conduta, uma onda forte de pensamento, muitas vezes carregada de magnetismo, que a envolva, sugerindo-lhe primeiro, e conduzindo-a depois, às realizações dos atos julgados necessários à sua felicidade, ou a de outrem.  Assim, num agrupamento reputado entre os adeptos do espiritismo, consagra-se uma sessão semanal diurna à “harmonia dos lares”, procurando, durante duas horas, por meio dessas correntes telepáticas, ...

As Subdivisoões do Espiritismo III

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Escrito por Leal Souza O espiritismo no Rio de Janeiro, como em toda parte, varia em modalidades, dividindo-se em ramificações.  Possuímos, nesta capital, centros ligados pela orientação e pelos ritos à tradição dos velhos tempos egípcios. Temos as diversidades das lojas teosóficas, a que faço, com simpatia, estas referências receosas, pelo dever de constatar-lhes a existência, pois muitos teosofistas não gostam de ser confundidos com os espíritas. Contam-se, também, institutos moldados com adaptações locais sobre antigos modelos indianos.  O espiritismo cientifico, com o rigor integral de suas pesquisas, é o menos cultivado na antiga capital do Brasil, certamente pelos pendores religiosos de nosso povo.  O kardecismo, que reputa os seus aderentes os únicos praticantes da doutrina, como a pregava Allan Kardec, igualmente varia, onímodo1, em seus processos e práticas. Há centros representativos da intransigente pureza do espiritualismo sem liga, e os há revestidos de altiv...

Os perigos do Espiritismo II

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II - Os perigos atribuídos ao espiritismo são mais aparentes do que reais. A perturbação ou desequilíbrio nervoso causado pelo receio de ver fantasmas desaparece com a freqüência às sessões, onde o trato com os desencarnados habitua as manifestações de sobrevivência da alma, repondo-as na ordem das coisas naturais. Mas as sessões nem sempre despertam aquele receio, e conforme a natureza da reunião, algumas, empolgando pela beleza ou surpreendendo pelo exotismo das cerimônias, não inspiram mesmo a quem as assiste pela primeira vez, idéia de morte, ou cemitério, pensamento em duende ou defunto. Em relação à loucura, não conheço um só caso determinado pela frequência de centros espíritas. Conheço, é exato e numeroso, os de loucos que, tendo sido levados as sessões, não ficaram curados e foram internados nos hospícios com sendo vitimas do espiritismo. Desprezaram-se, para isso, todos os antecedentes para dar realce, com ânimo combativo, ao efêmero contato desses doentes com os médiuns. ...