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Jeová, Deus Agrário

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Escrito por J Herculano Pires Quando estudamos religião comparada, ou história das religiões, o exame do “horizonte agrícola” nos revela a natureza agrária do deus bíblico Iavé ou Jeová. As diferenças fundamentais existentes entre o Deus bíblico dos hebreus e o Deus evangélico dos cristãos decorre da diferença de horizontes. Jeová é um deus mitológico, em fase de transição para o horizonte espiritual. Nasceu, como todos os deuses agrários, por um processo sincrético. Nele se fundem a experiência concreta da sobrevivência humana, obtida através dos fatos mediúnicos, e a exigência de racionalização do mundo, manifestada nas elaborações mitológicas. Ao mesmo tempo, concepções várias, e até mesmo contraditórias, originadas ao longo da vida tribal e da vida agrícola, também se misturam nessa figura bíblica. Daí as suas contradições, que dão margem a tantas críticas, oriundas da incompreensão do fenômeno e da ignorância do processo  histórico. Encontramos em Jeová, num verdadeiro conflit...

Progressão dos Mundos

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• Santo Agostinho • Paris, 1862 19. O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece, para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada. Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente o progresso do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação...

Gengis Khan

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Este terrível conquistador ateou fogo na Ásia Central e na Ásia Menor. Onde as patas dos seus cavalos deixassem rastros, a máxima era essa: que ali nada mais nascesse. Quando conquistava uma aldeia ou cidade, rapinava tudo, fazia prisioneiros e estuprava as meninas-moças. Quando derrotado em algumas poucas batalhas, incendiava tudo por onde passasse: essa era a ordem do grande guerreiro. Gengis Khan, um dos chefes da cidade A Cruzada , no astral inferior, na Idade Média foi um cidadão livre na Terra. Essa liberdade custou bastante caro aos seus semelhantes, que não o eram somente na forma física, porém se agregavam a ele pelos sentimentos - a lei dos afins nos une com os nossos velhos companheiros de jornadas infinitas. Como já dissemos alhures. Deus educa as almas por intermédio das próprias almas. Os dois bilhões de Espíritos da cidade negra baixaram à Terra em uma grande oportunidade de recomeço na pauta da disciplina, e, o mundo espiritual não iria, certamente, sacrificar santos, p...

Um Médium Curador

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Revista Espírita de 1860 - Março de 1860 Senhorita Désirée Godu, de Hennebon (Morbihan) Pedimos aos nossos leitores que se reportem ao artigo do mês passado sobre os médiuns especiais ; melhor compreenderão os ensinamentos que vamos dar sobre a Srta. Désirée Godu, cuja faculdade oferece um caráter da mais notável especialidade. Há cerca de oito anos, ela passou sucessivamente por todas as fases da mediunidade; a princípio, médium de efeitos físicos muito poderosa, tornou-se, sucessivamente, médium vidente, audiente, falante, escrevente e, finalmente, todas as suas faculdades se concentraram na cura de doentes, que parece ser a sua missão, missão que desempenha com um devotamento e uma abnegação sem limites. Deixemos falar a testemunha ocular, o Sr. Pierre, professor em Lorient, que nos transmite esses detalhes em resposta às perguntas que lhe dirigimos: “A Srta. Désirée Godu, jovem de vinte e cinco anos, pertence a uma família muito distinta, respeitável e respeitada de Lorient; seu pa...

A linha de conduta espírita

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As 17 linhas de conduta espírita I - Ser calmo e moderado II - Ajudar o próximo com todas as forças III - Usar, mas não abusar, dos bens materiais IV - Não julgar o semelhante, pois só Deus conhece os móveis secretos que o faz assim agir. V - Não impor a ninguém o seu modo de compreender a vida e respeitar o de outrem. Ele faz a sua própria experiência. VI - Esclarecer o próximo e ser indulgente. VII - Lembrar-se de que a vida de um homem não lhe pertence. Ser discreto. VIII - Recordar-se de que um mau pensamento é uma força que fere ou cura. IX - Não se esquecer de que um mau pensamento se vira contra que o projeta. X - Não pensar no mal, porque quem é realmente bom não deve temer e, se não for, procurar melhorar. XI - Confiar, durante a desgraça, na providência Divina, que quer o seu adiantamento espiritual. XII - Repusar tranqüilo quando o seu trabalho foi meritório. XIII - Lembrar-se de que o sofrimento é para fazê-lo compreender melhor a infelicidade dos outros. XIV ...

Médiuns Especiais

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Revista Espírita 1860 - Fevereiro de 1860 A experiência prova diariamente quanto são numerosas as variedades da faculdade mediúnica, mas também nos prova que os diversos matizes dessa faculdade são devidos a aptidões especiais ainda não definidas, abstração feita das qualidades e dos conhecimentos do Espírito que se manifesta. A natureza das comunicações é sempre relativa à natureza do Espírito e traz o cunho de sua elevação ou de sua inferioridade, de seu saber ou de sua ignorância. Mas, considerando-se o mesmo mérito, do ponto de vista hierárquico, nele há, incontestavelmente, uma propensão para ocupar-se de uma coisa, em vez de outra. Os Espíritos batedores, por exemplo, quase não saem das manifestações físicas. Entre os que dão manifestações inteligentes, há Espíritos poetas, músicos, desenhistas, moralistas, sábios, médicos, etc. Falamos de Espíritos de uma ordem média, porquanto, chegados a um certo grau, as aptidões se confundem na unidade da perfeição. Mas, ao lado da aptidão d...

Vinte exercícios de Scheilla

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Pelo espírito Scheilla 1 - Executar alegremente as próprias obrigações. 2 - Silenciar diante da ofensa. 3 - Esquecer o favor prestado. 4 - Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco. 5 - Emudecer a nossa agressividade. 6 - Não condenar as opiniões que divergem da nossa. 7 - Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária. 8 - Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume. 9 - Treinar a paciência constante. 10 - Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores. 11 - Buscar sem afetação o meio de ser mais útil. 12 - Desculpar sem desculpar-se. 13 - Não dizer mal de ninguém. 14 - Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência. 15 - Alegrar-se com a alegria dos outros. 16 - Não aborrecer quem trabalha. 17 - Ajudar espontaneamente. 18 - Respeitar o serviço alheio. 19 - Reduzir os problemas particulares. 20 - Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira. O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, ...