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A inveja

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Revista Espírita, julho de 1858 Dissertação moral ditada pelo Espírito de São Luís ao senhor D..... São Luís nos havia prometido, em uma das sessões da Sociedade, uma dissertação sobre a Inveja. O senhor D..., que começava a se tornar médium, e que ainda duvidava um pouco, não da Doutrina da qual era um dos mais fervorosos adeptos, e que compreende em sua essência, quer dizer, do ponto de vista moral, mas da faculdade que nele se revelava, evocou São Luís, em seu nome particular, e lhe dirigiu a seguinte pergunta : - Consentiríeis dissipar minhas dúvidas, minhas inquietações, sobre minha força medianímica, escrevendo, por meu intermédio, uma dissertação que havíeis prometido à Sociedade para a terça-feira, 1º de junho? - R. Sim; para tranqüilizá-lo, consinto. Foi então que o trecho seguinte lhe foi ditado. Anotaremos que o senhor D... se dirigiu a São Luís com um coração puro e sincero, sem prevenção, condição indispensável para toda boa comunicação! Não era uma prova que fazia: ele nã...

Dinheiro

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O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada. Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la. Não é calor, contudo, adquire agasalho. Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança. Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva. Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso. Não é cultura, mas apóia o livro. Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos. Não é base da cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio. Em suma, o dinheiro associado à consciência tranquila, alavanca do trabalho e fonte da benevolência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta. (Autor espiritual Bezerra de Menezes / Livro: MEDITAÇÕES DIÁRIAS / FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)

Respeito ao próximo

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Deus não nos fez desligados da Humanidade. Somos elos da grande corrente universal e as energias divinas que vão alcançar os outros devem passar por nós, beneficiando-nos e ao nosso próximo. Carecemos dos outros, qual eles de nós na imensa vinha do nosso Pai Celestial. Portanto, o nosso segundo dever é amar o próximo, como nos aconselha o Mestre por intermédio do Seu Evangelho de Luz. E amar é acatar os direitos daqueles que andam conosco no mesmo caminho. Nada fazemos sem a participação dos nossos irmãos. Cada um nos ajuda em algo de que carecemos. Somos devedores da humanidade, como também emprestamos a ela o nosso concurso, e a fraternidade é o caminho mais desejado na área do Bem, ao tratarmos com os nossos companheiros. As exigências devem ser feitas a nós para com nós mesmos; o apreço, esse deve ser dirigido aos nossos semelhantes. A imposição é o modo de nos educarmos; a consideração, o ambiente que deve ser feito aos companheiros de labor. O mando deve ser a disposição na disci...

A Mente Destemida e o Corpo Sadio - Versão de um fábula tradicional

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Enquanto meditava, tarde da noite, um santo viu o fantasma da temível doença da varíola entrando na aldeia em que vivia, e exclamou: – Pare, sr. fantasma! Vá embora. Não deve molestar a cidade em que cultuo a Deus. O espectro respondeu: – Só levarei três pessoas, de acordo com meu dever cósmico determinado pelo karma. – Ao ouvir isso, o santo consentiu, com tristeza. No dia seguinte, três pessoas morreram de varíola. Contudo, um dia depois, mais pessoas morreram, e a cada dia outras mais eram vencidas pela temerosa doença. Considerando-se vítima de um grande engodo, o santo meditou profundamente e invocou o fantasma. Quando este chegou, o santo o repreendeu: – Sr. fantasma, o senhor me enganou e mentiu quando disse que só levaria três pessoas com a sua varíola. Mas o espectro respondeu: – Em nome do Grande Espírito, eu lhe falei a verdade. O santo insistiu: – O senhor prometeu levar apenas três, mas um grande número de pessoas sucumbiu à doença. – Só levei três – disse o fantasm...

Nossa Senhora do Egito

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02 de abril, festa de Nossa Senhora do Egito. Este título de Maria, Nossa Senhora do Egito, é uma variação do nome Desterro. Quando José e Maria levaram o menino Jesus ao Templo, o velho Simeão disse dele: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições. E uma espada transpassará a tua alma, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2,34-35). Estas palavras penetraram bem fundo no coração de Maria, e ela as levou por toda a vida, tendo presentes os sofrimentos de seu filho divino, até o último suspiro na cruz. Não demorou muito para começar o sofrimento. Após a adoração dos reis magos e as palavras do velho Simeão, São Mateus diz em seu evangelho: “Depois de sua partida [dos reis magos] um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: ‘Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o me...

Decálogo do aperfeiçoamento

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André Luiz  1 — Diminua as próprias necessidades e aumente as suas concessões. 2 — Intensifique o seu trabalho e reduza as quotas de tempo inaproveitado. 3 — Eleve as ideias e reprima os impulsos. 4 — Liberte o “homem do presente”, na direção de Jesus e aprisione o “homem do passado” que ainda vive em você. 5 — Vigie os seus gestos, entendendo os gestos alheios. 6 — Persevere no estudo nobre, reconhecendo na vida a escola sagrada de nossa ascensão para Deus. 7 — Julgue a você mesmo e desculpe indistintamente. 8 — Fale com humildade, ouvindo com atenção. 19 — Medite realizando e ore servindo. 10 - Confie no Amor do Eterno e renda culto diário às obrigações em que Ele Mesmo nos situou. XAVIER. Francisco Cândido. VIEIRA . Waldo. *IDEAL Espírita*. por Diversos Espíritos. CEC. 1962.

Em silêncio

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Emmanuel  Se sabes, atende ao que ignora sem ofuscá-lo com a tua luz. Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse. Se amas, não firas o objeto amado com exigências. Se pretendes curar, não humilhes o doente. Se queres melhorar os outros, não maldigueis ninguém. Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contato não dilacere os que sofrem. Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou. É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens. Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade. É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas. Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito… Vai e serve. Não te deem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te cons...

Festa do Senhor do Bonfim

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A devoção ao Senhor do Bonfim foi introduzida no Brasil no século XVIII por um capitão português que tinha realizado uma promessa caso sobrevivesse a uma tempestade no mar. O Senhor do Bonfim, uma representação de Jesus Cristo, é alvo de grande devoção, sobretudo em Salvador, capital do estado da Bahia. O culto ao Senhor do Bonfim é bem parecido com o que acontece com a Virgem Maria, figura cultuada no catolicismo sob diferentes nomes. No caso do Senhor do Bonfim, a devoção é realizada sob a imagem de Jesus Cristo crucificado. Como o culto ao Senhor do Bonfim chegou ao Brasil? O culto ao Senhor do Bonfim foi trazido para o Brasil em meados do século XVIII. Essa devoção foi introduzida no país por Theodósio Rodrigues de Faria, capitão de mar e guerra da Marinha portuguesa que chegou a ocupar cargos na administração colonial. Theodósio era dono de três navios negreiros, que traziam escravos da África Ocidental para o Brasil. Durante uma tempestade marítima, Theodósio prometeu que, caso s...

Segundo advento do Cristo

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43. Disse então Jesus a seus discípulos: “Se algum quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me — porquanto, aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por amor de mim a encontrará de novo. De que serviria a um homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Ou por que preço poderá o homem comprar sua alma, depois de a ter perdido? — Porque, o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. Digo-vos, em verdade, que alguns daqueles que aqui se encontram não sofrerão a morte, sem que tenham visto vir o Filho do homem no seu reino.” (Mateus, 16:24 a 28.) 44. Então, levantando-se do meio da assembleia, o sumo sacerdote interrogou a Jesus desta forma: “Nada respondes ao que estes depõem contra ti?” — Mas Jesus se conservava em silêncio e não respondeu. Interrogou-o de novo o sumo sacerdote: “És o Cristo, o Filho de Deus para sempre Bendito?” — Jesus lhe respondeu: “Eu o so...

Missão dos profetas

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4. Atribui-se comumente aos profetas o dom de revelar o futuro, de sorte que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, a palavra profeta tem mais ampla significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Portanto, um homem pode ser profeta, sem fazer predições. Aquela era a ideia dos judeus, ao tempo de Jesus. Foi por isso que, quando o levaram à presença do sumo sacerdote Caifás, os escribas e os anciães, reunidos, lhe cuspiram no rosto, lhe deram socos e bofetadas, dizendo: “Cristo, profetiza para nós e dize quem foi que te bateu”. Entretanto, deu-se o caso de haver profetas que tiveram a presciência do futuro, quer por intuição, quer por revelação providencial, a fim de transmitirem avisos aos homens. Tendo-se realizados os acontecimentos preditos, o dom de predizer o futuro foi considerado como um dos atributos da qualidade de profeta. O Evangelho S...

Ouvindo o Sermão do Monte

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Emmanuel  Bem-aventurados os aflitos, desde que não convertam a própria dor em azorrague de recriminações sobre a face alheia. Bem-aventurados os que choram,  desde que não transformem as próprias lágrimas em venenosa indução à preguiça. Bem-aventurados os sedentos de justiça, desde que se abstenham de demandas domésticas ou de querelas nos tribunais, que apenas lhes agravariam os próprios débitos, ante a Lei. Bem-aventurados os humildes de espírito, desde que não conduzam a própria modéstia ao caminho do orgulho em que se entregarão, desvairados, à crítica desairosa e à condenação sistemática dos companheiros que lhes partilham a senda. Bem-aventurados os misericordiosos, desde que não façam da compaixão simples peça verbal, para discurso brilhante. Aflição com revolta chama-se desespero. Pranto com rebeldia é poço de fel. Sede de justiça, com reivindicações apressadas, é destrutiva exigência. Singeleza com reproches à conduta alheia é sistema de crueldade. Misericórdia sem e...

Morte e paixão de Jesus

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3. (Após a cura do lunático) — Todos ficaram admirados do grande poder de Deus. E, estando todos presa de admiração pelo que Jesus fazia, disse Ele a seus discípulos: “Guardai bem nos vossos corações o que vos vou dizer. O Filho do Homem tem que ser entregue às mãos dos homens.” — Eles, porém, não entendiam essa linguagem; ela lhes era de tal modo oculta que nada compreendiam daquilo e temiam mesmo interrogá-lo a respeito. (Lucas, 9:44 e 45.) 4. A partir de então, começou Jesus a revelar a seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém; que aí tinha de sofrer muito da parte dos senadores, dos escribas e dos príncipes dos sacerdotes; que tinha de ser morto e de ressuscitar ao terceiro dia. (Mateus, 16:21.) 5. Estando na Galileia, disse-lhes Jesus: “O Filho do Homem tem que ser entregue às mãos dos homens; — estes lhe darão morte e Ele ressuscitará ao terceiro dia, o que os afligiu extremamente.” (Mateus, 17:21 e 22.) 6. Ora, indo Jesus a Jerusalém, chamou de parte seus doze discípulos e lh...

Enfermidades

Por Carlos Toledo Rizzini 1. Compreendemos que os desequilíbrios ou enfermidades do Espírito têm início com os abusos e afastamento da Lei Divina. Daí, em o nível de evolução da Terra, sofrimento ser conseqüência da violação da Lei. Toda moléstia é de origem espiritual, razão porque há doentes e não "doenças" propriamente ditas. A medicina terrena começou a compreender isso com o seu conceito de moléstia psicossomática, ou seja, a doença do corpo oriunda de um estado desajustado da mente (tensão, conflito), tal a úlcera péptica do estômago e duodeno e a pressão arterial alta. Psicólogos materialistas e mentores espirituais concordam plenamente na afirmativa de que a Humanidade é constituída maciçamente de mentes enfermas. Dizem os primeiros, sobretudo os psicanalistas, que o homem sadio é uma avis rara, difícil de encontrar. Dos segundos, Emmanuel (Justiça Divina) esclarece que todas nós "somos doentes em laboriosa restauração", devido aos débitos contraídos noutras...

Anjos da guarda. Espíritos protetores, familiares ou simpáticos

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489. Há Espíritos que se ligam particularmente a um indivíduo para protegê-lo? “Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.” 490. Que se deve entender por anjo de guarda ou anjo guardião? “O Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.” 491. Qual a missão do Espírito protetor? “A de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida.” 492. O Espírito protetor se dedica ao indivíduo desde o seu nascimento? “Desde o nascimento até a morte e muitas vezes o acompanha na vida espírita, depois da morte, e mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.” 493. É voluntária ou obrigatória a missão do Espírito protetor? “O Espírito fica obrigado a vos assistir, uma vez que aceitou esse encargo. Cabe-lhe, porém, o direito de escolher, para seus protegidos, seres que lhe sejam simp...

Há Espíritos?

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1. A dúvida, no que concerne à existência dos Espíritos, tem como causa primária a ignorância acerca da verdadeira natureza deles. Geralmente, são figurados como seres à parte na criação e de cuja existência não está demonstrada a necessidade. Muitas pessoas, mais ou menos como as que só conhecem a História pelos romances, apenas os conhecem pelos contos fantásticos com que foram acalentadas em criança. Sem indagarem se tais contos, despojados dos acessórios ridículos, encerram algum fundo de verdade, essas pessoas unicamente se impressionam com o lado absurdo que eles revelam. Sem se darem ao trabalho de tirar a casca amarga para achar a amêndoa, rejeitam o todo, como fazem, relativamente à religião, os que, chocados por certos abusos, tudo englobam numa só condenação. Seja qual for a ideia que dos Espíritos se faça, a crença neles necessariamente se funda na existência de um princípio inteligente fora da matéria. Essa crença é incompatível com a negação absoluta deste princípio. Toma...