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Mostrando postagens com o rótulo Zélio de Moraes

O termo Umbanda e seus valores pelo lado Africano

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Escrito por W.W. da Matta e Silva (YAPACANI) É um fato que os Cultos Afros, ou melhor, que os rituais de nação que os primitivos escravos negros fizeram ressurgir no Brasil “a grosso modo”, isto é. como souberam e puderam (em face das condições que vieram e que encontraram e mesmo porque, jamais conseguiram importar sacerdócio organizado), sempre mereceram a observação e o estudo de muitos pesquisadores. Porém, nenhum desses pesquisadores, antropólogos, etnólogos etc. revelaram em suas obras serem Iniciados e nem tampouco deixaram entrever cultura esotérica, o que foi de se lamentar, pois, talvez tivessem penetrado mais a fundo nos conceitos místicos e religiosos espelhados nesses rituais de nações afros que foram crescendo e se firmando até se transformarem nos famosos Candomblés. Todos esses pesquisadores — repetimos — se pautaram apenas na observação externa daquilo que foram vendo, ouvindo e perguntando, ou seja, na observação da exteriorização mística e anímica de suas vivências ...

Os Preto-Velhos

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Revista Cristã de Espiritismo Entrevista : A respeito dos pretos–velhos, a senhora poderia tecer alguns comentários a respeito da linha e da forma plasmada/roupagem fluídica utilizada pelos espíritos que nela militam? Vó Benedita :  – A linha de pretos-velhos, meus filhos, é uma linha como qualquer outra dentro da Umbanda. Um grande equívoco é pensar que todo preto–velho foi negro, ou morreu velho em sua última encarnação, o que muitos sabem, não é bem verdade. Existem muitos irmãos que utilizam a aparência de preto–velho, mas nunca foram escravos no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Na verdade essa linha nasce como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia. As primeiras linhas fundamentadas foram a de caboclo e pretos–velhos. Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características si...

Kardec e o Preto-Velho

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Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo pró-prio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia  25 de março  daquele mesmo ano. Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em  8 de fevereiro  também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos. Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos. Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César,...

Umbanda e o Espiritismo

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Diz-se, com freqüência, que  Umbanda  e  Espiritismo  são a mesma coisa, com uma ou outra variante. Os que assim pensam não refletiram o suficiente sobre os fundamentos de cada doutrina. Uma análise mais acurada nos mostrará que há, entre essas duas correntes espiritualistas, pontos concordantes e discordantes. Vejamos as opiniões concordantes: A Umbanda é espiritualista; o Espiritismo também o é. A Umbanda rende culto a Deus; o Espiritismo também. Nas práticas de Umbanda ocorrem fenômenos mediúnicos; no Espiritismo também. A Umbanda aceita a reencarnação; o Espiritismo também. Na Umbanda se faz caridade; no Espiritismo também. Vejamos os pontos discordantes: O Espiritismo NÃO tem culto material; a Umbanda TEM. O Espiritismo NÃO prescreve qualquer forma de paramento nem comporta o formalismo de funções sacerdotais; a  Umbanda TEM "pais" de terreiro com vestimenta e prerrogativas equivalentes ao exercício de funções sacerdotais. O Espiritismo NÃO admite...