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Bhagavad Gita: a Bíblia Sagrada da Índia

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O Bhagavad Gita ou "a canção do Senhor", é uma antiga escritura indiana sagrada que consiste em dezoito capítulos do sexto livro do épico Mahabharata . O gita é apresentado na forma de um diálogo entre o grande avatar Senhor Krishna e seu discípulo Arjuna na véspera da histórica batalha no campo de Kurukshetra. Em essência o Gita é um tratado profundo sobre a ciência do yoga e sua união com a divindade (Deus) e uma prescrição atemporal para a felicidade e o sucesso em nossa vida cotidiana. O Gita é uma dissertação espiritual sobre a batalha interna entre as tendências boas e más do homem em sua encarnação atual, e ensina também como vencê los. Dependendo de cada contexto, Sri Krishna simboliza o guru, o professor; Arjuna representa o devoto e o aprendiz. Algumas citações e ensinamentos do gita CAPÍTULO XVI:  As Naturezas Divina e Demoníaca Luxúria, raiva e ganância — estas constituem o portão triplo do inferno que leva à destruição do bem-estar da alma. Estas três, portanto,...

Sexo e Religião

Rergunta - Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se ? Resposta - Sofrendo a prova de uma nova existência. » Pergunta - Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito? Resposta - Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.» Item n.° 166, de « O Livro Dos Espíritos ». Dar-se-á o fato de se isentar alguém dos impulsos e inquietações sexuais, simplesmente por haver assumido compromissos de natureza religiosa? Claro que a lógica responde no espírito de seqüência da natureza. A criatura que abraça encargos dessa ordem está procurando ou aceitando para si mesma aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações e providências de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo. As realizações da fé, por isso mesmo, se concretizam à base de porfiadas lutas da alma, de si para consigo. Ninguém se bu...

O perispírito: instrumento do espírito

"Servir-me-ei dos mais simples termos e imagens para fazê-los compreender os fenômenos do espaço. Quando vocês desencarnarem, constatarão que radiações de desigual intensidade escapam do perispírito e podem alcançar consideráveis velocidades. “Cada espírito, de acordo com seu grau de evolução, possui um aparelho vibratório de maior ou menor perfeição, isto é, um instrumento adaptado a seu ser. Do ser material emanam irradiações fluídicas pouco sutis, não celestes, e cujas vibrações são quase nulas; no ser evoluído, ao contrário, a irradiação fluídica pode ser comparada a uma corda de um dos instrumentos terrestres, muito fina, muito sensível e cujas vibrações são excessivamente agudas. O ser não-evoluído possui essa mesma corda, porém é como se ela estivesse mergulhada em argila. “Eis portanto o ser desencarnado em movimento no espaço. Quando suas tendências o levam em direção à matéria, suas emanações fluídicas não transmitirão ao perispírito senão sensações materiais. Porém, qua...

A força do amor

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O amor, essência de Deus, possui imenso poder e tudo vence, a todos transforma e em toda parte estabelece a harmonia e a luz. Encontra o amor inúmeros obstáculos por nós erguidos, mas que terminam por ceder ante sua enorme força. E a maioria desses obstáculos são íntimos, não externos. No entanto, costumamos clamar contra as trevas exteriores, dando menor importância às interiores. Mas, como poderá existir luz no mundo enquanto não a houver em nosso íntimo? Que trabalho de pacificação terá resultado se persistimos na inquietude? Poderá vencer o amor enquanto criarmos alternativas de desentendimento?  Demos mãos mais fortes a Jesus para que as suas encontrem apoio em seu ininterrupto abençoar e servir, e façamos de nossos corações receptáculos dignos das dádivas do divino amor que nos cabem distribuir. (Extraído do livro  Comentários Evangélicos . Edgar Armond. pelo espírito Bezerra de Menezes. 2002.)

As Subdivisoões do Espiritismo III

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Escrito por Leal Souza O espiritismo no Rio de Janeiro, como em toda parte, varia em modalidades, dividindo-se em ramificações.  Possuímos, nesta capital, centros ligados pela orientação e pelos ritos à tradição dos velhos tempos egípcios. Temos as diversidades das lojas teosóficas, a que faço, com simpatia, estas referências receosas, pelo dever de constatar-lhes a existência, pois muitos teosofistas não gostam de ser confundidos com os espíritas. Contam-se, também, institutos moldados com adaptações locais sobre antigos modelos indianos.  O espiritismo cientifico, com o rigor integral de suas pesquisas, é o menos cultivado na antiga capital do Brasil, certamente pelos pendores religiosos de nosso povo.  O kardecismo, que reputa os seus aderentes os únicos praticantes da doutrina, como a pregava Allan Kardec, igualmente varia, onímodo1, em seus processos e práticas. Há centros representativos da intransigente pureza do espiritualismo sem liga, e os há revestidos de altiv...

Kardec e o Preto-Velho

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Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo pró-prio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia  25 de março  daquele mesmo ano. Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em  8 de fevereiro  também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos. Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos. Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César,...

Elementais, os Espíritos da Natureza

Na literatura ocultista, a mais compreensível e lúcida exposição sobre a pneumatologia oculta – ramo dedicado as substâncias espirituais — encontra-se no trabalho de Philippus Aureolus Paracelsus de Paracelso, príncipe do alquimistas e dos filósofos Herméticos, verdadeiro mestre do Segredo Real – A Pedra Filosofal e o Elixir da Vida. Paracelso acreditava que cada um dos quatro elementos primários conhecidos dos antigos — terra, fogo, ar e água, era constituído de um dois princípios: um sutil, vaporoso e metafísico; outro, de substância corporal grosseira e material. O Ar possui dois aspectos: sua natureza tangível, atmosférica, e sua natureza intangível, o substratum, a essência viva volátil que pode ser denominado Ar Espiritual ou, ainda, Espírito do Ar. O Fogo é visível e invisível, discernível e indiscernível: espiritual, flama etérea manifestando-se através da chama material, substancial. Seguindo a mesma analogia, a água é, ao mesmo tempo, um fluido denso e uma potência essencial ...

A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual

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Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e de...

Esmola e Caridade

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Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados. Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada. Exemplos? Eis alguns: Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos. Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós. Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo d...

Os perigos do Espiritismo II

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II - Os perigos atribuídos ao espiritismo são mais aparentes do que reais. A perturbação ou desequilíbrio nervoso causado pelo receio de ver fantasmas desaparece com a freqüência às sessões, onde o trato com os desencarnados habitua as manifestações de sobrevivência da alma, repondo-as na ordem das coisas naturais. Mas as sessões nem sempre despertam aquele receio, e conforme a natureza da reunião, algumas, empolgando pela beleza ou surpreendendo pelo exotismo das cerimônias, não inspiram mesmo a quem as assiste pela primeira vez, idéia de morte, ou cemitério, pensamento em duende ou defunto. Em relação à loucura, não conheço um só caso determinado pela frequência de centros espíritas. Conheço, é exato e numeroso, os de loucos que, tendo sido levados as sessões, não ficaram curados e foram internados nos hospícios com sendo vitimas do espiritismo. Desprezaram-se, para isso, todos os antecedentes para dar realce, com ânimo combativo, ao efêmero contato desses doentes com os médiuns. ...

Allan Kardec, o chefe druída

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Influenciados pela moda que varria a França, os Baudin (Émile-Charles, Clémentine e as filhas Caroline e Julie) começaram a conversar com uma mesa girante em 1853, quando ainda moravam na colônia francesa da Ilha da Reunião, na costa oriental da África. Como em outros lugares, logo constatou-se que a mesa era movida pelas almas dos mortos. Depois de algum tempo, as reuniões passaram a ser dirigidas por um espírito, que se apresentou como o guia espiritual da família. Interrogado a respeito do seu nome, o ser invisível respondeu: - Chamem-me pelo que sou, o zéfiro da verdade. Zéfiro era o nome de um vento típico da região. O apelido pegou. Certa noite, o guia previu que seus protegidos mudariam brevemente para Paris: - Émile arrumará seus negócios e entrará na Escola Naval. Caroline e Julie tomarão professoras mais competentes e encontrarão seus noivos. E eu procurarei contato com um velho amigo e chefe, desde o nosso tempo de druidas. Nessa época, os Baudin não tinham a menor intenção ...