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Jeová, Deus Agrário

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Escrito por J Herculano Pires Quando estudamos religião comparada, ou história das religiões, o exame do “horizonte agrícola” nos revela a natureza agrária do deus bíblico Iavé ou Jeová. As diferenças fundamentais existentes entre o Deus bíblico dos hebreus e o Deus evangélico dos cristãos decorre da diferença de horizontes. Jeová é um deus mitológico, em fase de transição para o horizonte espiritual. Nasceu, como todos os deuses agrários, por um processo sincrético. Nele se fundem a experiência concreta da sobrevivência humana, obtida através dos fatos mediúnicos, e a exigência de racionalização do mundo, manifestada nas elaborações mitológicas. Ao mesmo tempo, concepções várias, e até mesmo contraditórias, originadas ao longo da vida tribal e da vida agrícola, também se misturam nessa figura bíblica. Daí as suas contradições, que dão margem a tantas críticas, oriundas da incompreensão do fenômeno e da ignorância do processo  histórico. Encontramos em Jeová, num verdadeiro conflit...

A linha de conduta espírita

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As 17 linhas de conduta espírita I - Ser calmo e moderado II - Ajudar o próximo com todas as forças III - Usar, mas não abusar, dos bens materiais IV - Não julgar o semelhante, pois só Deus conhece os móveis secretos que o faz assim agir. V - Não impor a ninguém o seu modo de compreender a vida e respeitar o de outrem. Ele faz a sua própria experiência. VI - Esclarecer o próximo e ser indulgente. VII - Lembrar-se de que a vida de um homem não lhe pertence. Ser discreto. VIII - Recordar-se de que um mau pensamento é uma força que fere ou cura. IX - Não se esquecer de que um mau pensamento se vira contra que o projeta. X - Não pensar no mal, porque quem é realmente bom não deve temer e, se não for, procurar melhorar. XI - Confiar, durante a desgraça, na providência Divina, que quer o seu adiantamento espiritual. XII - Repusar tranqüilo quando o seu trabalho foi meritório. XIII - Lembrar-se de que o sofrimento é para fazê-lo compreender melhor a infelicidade dos outros. XIV ...

A Tarefa dos Guias Espirituais

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Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra. O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos. Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente. Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas da atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta. O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários dos seus superiores, que ele deverá pôr em prática na administração. Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem, aos seus companheiros, das...

Os Preto-Velhos

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Revista Cristã de Espiritismo Entrevista : A respeito dos pretos–velhos, a senhora poderia tecer alguns comentários a respeito da linha e da forma plasmada/roupagem fluídica utilizada pelos espíritos que nela militam? Vó Benedita :  – A linha de pretos-velhos, meus filhos, é uma linha como qualquer outra dentro da Umbanda. Um grande equívoco é pensar que todo preto–velho foi negro, ou morreu velho em sua última encarnação, o que muitos sabem, não é bem verdade. Existem muitos irmãos que utilizam a aparência de preto–velho, mas nunca foram escravos no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Na verdade essa linha nasce como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia. As primeiras linhas fundamentadas foram a de caboclo e pretos–velhos. Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características si...

O Dever

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7. O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem. Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as seduções do interesse e do coração; suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não têm repressão. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio; o aguilhão da consciência, essa guardiã da probidade interior, o adverte e sustenta, mas é quase sempre impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever começa, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; termina no limite que não desejais ninguém ...

Significação do Natal

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J esus está mais próximo na época do Natal: percebem-se um sutilizar de vibrações, um renovar de esperanças, um renascer da Boa Nova, mais fé e amor. Se, para muitos, por falta de compreensão, o Natal é festa quase pagã pela gula, extravagância e ostentação, para os verdadeiros cristãos deve ser um impulso de confraternização e sentimento de regozijo espiritual a se estender pela eternidade afora, irradiando para o mundo todo, com o que este encerre de belo e de disforme, de suave e de áspero, de bom e de mau, pois, se houver amor e boa vontade, tudo se  afeiçoará as leis do Criador sábio e magnânimo que nos atribui responsabilidades e concede recursos para elevação própria e auxílio a todos. Seja o Natal de Jesus efeméride permanente em nossos corações, para que em toda parte haja um raio de amor e uma centelha de entendimento. (Extraído do livro Comentários Evangélicos . Edgar Armond. pelo espírito Bezerra de Menezes. 2002.)

Bhagavad Gita: a Bíblia Sagrada da Índia

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O Bhagavad Gita ou "a canção do Senhor", é uma antiga escritura indiana sagrada que consiste em dezoito capítulos do sexto livro do épico Mahabharata . O gita é apresentado na forma de um diálogo entre o grande avatar Senhor Krishna e seu discípulo Arjuna na véspera da histórica batalha no campo de Kurukshetra. Em essência o Gita é um tratado profundo sobre a ciência do yoga e sua união com a divindade (Deus) e uma prescrição atemporal para a felicidade e o sucesso em nossa vida cotidiana. O Gita é uma dissertação espiritual sobre a batalha interna entre as tendências boas e más do homem em sua encarnação atual, e ensina também como vencê los. Dependendo de cada contexto, Sri Krishna simboliza o guru, o professor; Arjuna representa o devoto e o aprendiz. Algumas citações e ensinamentos do gita CAPÍTULO XVI:  As Naturezas Divina e Demoníaca Luxúria, raiva e ganância — estas constituem o portão triplo do inferno que leva à destruição do bem-estar da alma. Estas três, portanto,...

Sexo e Religião

Rergunta - Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se ? Resposta - Sofrendo a prova de uma nova existência. » Pergunta - Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito? Resposta - Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal.» Item n.° 166, de « O Livro Dos Espíritos ». Dar-se-á o fato de se isentar alguém dos impulsos e inquietações sexuais, simplesmente por haver assumido compromissos de natureza religiosa? Claro que a lógica responde no espírito de seqüência da natureza. A criatura que abraça encargos dessa ordem está procurando ou aceitando para si mesma aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações e providências de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo. As realizações da fé, por isso mesmo, se concretizam à base de porfiadas lutas da alma, de si para consigo. Ninguém se bu...

O perispírito: instrumento do espírito

"Servir-me-ei dos mais simples termos e imagens para fazê-los compreender os fenômenos do espaço. Quando vocês desencarnarem, constatarão que radiações de desigual intensidade escapam do perispírito e podem alcançar consideráveis velocidades. “Cada espírito, de acordo com seu grau de evolução, possui um aparelho vibratório de maior ou menor perfeição, isto é, um instrumento adaptado a seu ser. Do ser material emanam irradiações fluídicas pouco sutis, não celestes, e cujas vibrações são quase nulas; no ser evoluído, ao contrário, a irradiação fluídica pode ser comparada a uma corda de um dos instrumentos terrestres, muito fina, muito sensível e cujas vibrações são excessivamente agudas. O ser não-evoluído possui essa mesma corda, porém é como se ela estivesse mergulhada em argila. “Eis portanto o ser desencarnado em movimento no espaço. Quando suas tendências o levam em direção à matéria, suas emanações fluídicas não transmitirão ao perispírito senão sensações materiais. Porém, qua...

A força do amor

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O amor, essência de Deus, possui imenso poder e tudo vence, a todos transforma e em toda parte estabelece a harmonia e a luz. Encontra o amor inúmeros obstáculos por nós erguidos, mas que terminam por ceder ante sua enorme força. E a maioria desses obstáculos são íntimos, não externos. No entanto, costumamos clamar contra as trevas exteriores, dando menor importância às interiores. Mas, como poderá existir luz no mundo enquanto não a houver em nosso íntimo? Que trabalho de pacificação terá resultado se persistimos na inquietude? Poderá vencer o amor enquanto criarmos alternativas de desentendimento?  Demos mãos mais fortes a Jesus para que as suas encontrem apoio em seu ininterrupto abençoar e servir, e façamos de nossos corações receptáculos dignos das dádivas do divino amor que nos cabem distribuir. (Extraído do livro  Comentários Evangélicos . Edgar Armond. pelo espírito Bezerra de Menezes. 2002.)

As Subdivisoões do Espiritismo III

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Escrito por Leal Souza O espiritismo no Rio de Janeiro, como em toda parte, varia em modalidades, dividindo-se em ramificações.  Possuímos, nesta capital, centros ligados pela orientação e pelos ritos à tradição dos velhos tempos egípcios. Temos as diversidades das lojas teosóficas, a que faço, com simpatia, estas referências receosas, pelo dever de constatar-lhes a existência, pois muitos teosofistas não gostam de ser confundidos com os espíritas. Contam-se, também, institutos moldados com adaptações locais sobre antigos modelos indianos.  O espiritismo cientifico, com o rigor integral de suas pesquisas, é o menos cultivado na antiga capital do Brasil, certamente pelos pendores religiosos de nosso povo.  O kardecismo, que reputa os seus aderentes os únicos praticantes da doutrina, como a pregava Allan Kardec, igualmente varia, onímodo1, em seus processos e práticas. Há centros representativos da intransigente pureza do espiritualismo sem liga, e os há revestidos de altiv...