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Desencarnação de Hippolyte Léon Denizard Rivail - Allan Kardec

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Hippolyte Léon Denizard Rivail (3 de outubro de 1804, Lyon-FR, 31 de março de 1869, Paris-FR) foi um educador e pesquisador francês. Com o pseudônimo de Allan Kardec, foi o codificador do Espiritismo.  Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais eminentes discípulos do método de ensino. Mais tarde tornou-se membro da sociedade europeia erudita da época. De 1835 a 1840, fundou, em sua casa, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia, entre outros, em um tempo em que poucos tinham a oportunidade de receber este nível de educação. Foi em 1855 que Allan Kardec passou a vivenciar experiências com os espíritos e adotou seu pseudônimo que teve origem em encarnações anteriores. Realizou a tarefa missionária de codificar, isto é, apresentar em livros, metódica, didática e logicamente organizados, comentados e explicados, os postulados da Doutrina Espírita.  Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Socied...

A Cura da Obsessão IX

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Escrito por Leal Souza Cura-se a obsessão, nos centros kardecistas, branda e lentamente, mediante a doutrinação do obsessor, e, como este freqüentemente tem numerosos companheiros, o doutrinador tem de multiplicar os seus esforços. O obsessor, quando se atirou a pratica do mal, usou do livre arbítrio concedido por Deus a todas as criaturas, e o kardecista, no seu rigorismo doutrinário, procura demonstrar-lhe o erro, encaminhando-o oara a felicidade. E, nesse elevado empenho, discute, ensina, pede, até convencê-lo. O obsessor sempre resiste e cede demoradamente. Por isso e para restaurar as forças físicas do obsedado, o kardecista, paralelamente à doutrinação, faz um tratamento de passes. Assim, cura o paciente e ao mesmo tempo regenera o agente do malefício. Na Linha Branca de Umbanda, o processo é mais rápido. O kardecista é um mestre; o filho de Umbanda é um delegado judiciário. Entende que pode usar do seu livre arbítrio para impedir a prática do mal. O espírito, o protetor, é, na L...

Kardecismo ou Espiritismo Científico

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Escrito por Aluizio Fontenelle Instituído por Allan Kardec , seu fundador e principal orientador, que, baseando-se na imortalidade da alma, conseguiu provar perante a humanidade inteira, a existência de fenómenos espirituais, os quais, ligados a correntes cada vez mais crescentes de elementos materiais, pôde legar-nos a origem e o princípio de mais uma ideologia, crença, religião ou ciência, a qual, sob qualquer ponto de vista para o qual inclinarmos as nossas deduções tem se imposto no conceito de quantos militam em suas hostes. O Kardecismo , hoje conhecido pela quase totalidade do mundo civilizado; encarado por muitos sob o ponto de vista religiosa, é sem dúvida um grande passo dado para a a evolução do mundo científico moderna, tendo-se em conta os inúmeros incidentes havidos no que diz respeito ao estudo da ciência médica, ao qual tem prestado relevantes serviços. Com o advento da liberdade que hoje desfruta a humanidade, em seguir esta ou aquela religião, sem a menor preocupação ...

A água fluída

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“E qualquer que tiver dado só que seja um copo d'água fria por ser meu discípulo em verdade vos digo que, de modo algum perderá o seu galardão.” – Jesus – Mateus, 10:42. Meu amigo, quando Jesus se referiu à bênção do de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à paixão rotineira que sacia a sede comum, Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos. A água é dos corpos o mais simples e receptivo da Terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais. A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias. A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influenciação, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos que aliviam e sustentam, a...

Fenômenos de Materialização e Efeitos Físicos Espontâneos VIII

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Escrito por Leal Souza Os fenômenos chamados de efeitos físicos e os de materialização, que tantos cuidados e precauções exigem nos recintos especiais, ocorrem, muitas vezes, espontaneamente, em sítios impróprios e ambiente desfavorável, sem corrente que os auxilie.  Já os verifiquei, em circunstâncias várias. Uma noite, para citar um caso de minha observação pessoal, embora feita por acaso, achando-me a escrever num quarto onde dormia um médium, ouvi um rumor e, olhando em torno, vi que se abriam as portas de um guarda-roupa e que de dentro saía, sem que ninguém o movesse ou tocasse, um daqueles formidáveis volumes contendo fac-símiles dos documentos da Independência do Brasil e mandados públicos pela prefeitura do Rio de Janeiro. O livro, que estava encostado ao fundo do móvel, por detrás de duas caixas de chapéus, saiu sem as deslocar e foi recostar-se a uma parede, onde ficou até a manhã seguinte. Como e por que aconteceu isso?  Vai para alguns anos, o ilustre jornalista H...

Jeová, Deus Agrário

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Escrito por J Herculano Pires Quando estudamos religião comparada, ou história das religiões, o exame do “horizonte agrícola” nos revela a natureza agrária do deus bíblico Iavé ou Jeová. As diferenças fundamentais existentes entre o Deus bíblico dos hebreus e o Deus evangélico dos cristãos decorre da diferença de horizontes. Jeová é um deus mitológico, em fase de transição para o horizonte espiritual. Nasceu, como todos os deuses agrários, por um processo sincrético. Nele se fundem a experiência concreta da sobrevivência humana, obtida através dos fatos mediúnicos, e a exigência de racionalização do mundo, manifestada nas elaborações mitológicas. Ao mesmo tempo, concepções várias, e até mesmo contraditórias, originadas ao longo da vida tribal e da vida agrícola, também se misturam nessa figura bíblica. Daí as suas contradições, que dão margem a tantas críticas, oriundas da incompreensão do fenômeno e da ignorância do processo  histórico. Encontramos em Jeová, num verdadeiro conflit...

A linha de conduta espírita

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As 17 linhas de conduta espírita I - Ser calmo e moderado II - Ajudar o próximo com todas as forças III - Usar, mas não abusar, dos bens materiais IV - Não julgar o semelhante, pois só Deus conhece os móveis secretos que o faz assim agir. V - Não impor a ninguém o seu modo de compreender a vida e respeitar o de outrem. Ele faz a sua própria experiência. VI - Esclarecer o próximo e ser indulgente. VII - Lembrar-se de que a vida de um homem não lhe pertence. Ser discreto. VIII - Recordar-se de que um mau pensamento é uma força que fere ou cura. IX - Não se esquecer de que um mau pensamento se vira contra que o projeta. X - Não pensar no mal, porque quem é realmente bom não deve temer e, se não for, procurar melhorar. XI - Confiar, durante a desgraça, na providência Divina, que quer o seu adiantamento espiritual. XII - Repusar tranqüilo quando o seu trabalho foi meritório. XIII - Lembrar-se de que o sofrimento é para fazê-lo compreender melhor a infelicidade dos outros. XIV ...

A Tarefa dos Guias Espirituais

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Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra. O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos. Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente. Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas da atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta. O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários dos seus superiores, que ele deverá pôr em prática na administração. Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem, aos seus companheiros, das...

Os Preto-Velhos

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Revista Cristã de Espiritismo Entrevista : A respeito dos pretos–velhos, a senhora poderia tecer alguns comentários a respeito da linha e da forma plasmada/roupagem fluídica utilizada pelos espíritos que nela militam? Vó Benedita :  – A linha de pretos-velhos, meus filhos, é uma linha como qualquer outra dentro da Umbanda. Um grande equívoco é pensar que todo preto–velho foi negro, ou morreu velho em sua última encarnação, o que muitos sabem, não é bem verdade. Existem muitos irmãos que utilizam a aparência de preto–velho, mas nunca foram escravos no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Na verdade essa linha nasce como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia. As primeiras linhas fundamentadas foram a de caboclo e pretos–velhos. Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características si...

O Dever

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7. O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem. Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as seduções do interesse e do coração; suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não têm repressão. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio; o aguilhão da consciência, essa guardiã da probidade interior, o adverte e sustenta, mas é quase sempre impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever começa, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; termina no limite que não desejais ninguém ...

Significação do Natal

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J esus está mais próximo na época do Natal: percebem-se um sutilizar de vibrações, um renovar de esperanças, um renascer da Boa Nova, mais fé e amor. Se, para muitos, por falta de compreensão, o Natal é festa quase pagã pela gula, extravagância e ostentação, para os verdadeiros cristãos deve ser um impulso de confraternização e sentimento de regozijo espiritual a se estender pela eternidade afora, irradiando para o mundo todo, com o que este encerre de belo e de disforme, de suave e de áspero, de bom e de mau, pois, se houver amor e boa vontade, tudo se  afeiçoará as leis do Criador sábio e magnânimo que nos atribui responsabilidades e concede recursos para elevação própria e auxílio a todos. Seja o Natal de Jesus efeméride permanente em nossos corações, para que em toda parte haja um raio de amor e uma centelha de entendimento. (Extraído do livro Comentários Evangélicos . Edgar Armond. pelo espírito Bezerra de Menezes. 2002.)